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32 – Turbine a Saúde do Seu Intestino – Pode ser uma intolerância à Histamina

  • Foto do escritor: Kely Oliveira
    Kely Oliveira
  • 18 de jun. de 2020
  • 4 min de leitura

Atualizado: 25 de jan. de 2023

A verdade pode estar aqui, e você nem sabe!

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Eu sei que devido ao emaranhado de sintomas pode ficar meio difícil em saber por onde começar. Ainda mais em meio a diversos sintomas que podem ser resultado de condições ocultas, e que ficamos tentando descobrir de onde vem, e o fato de não descobrir pode causar uma certa frustração. As vezes uma falha na dieta diante de algumas mudanças pode ser a verdadeira culpada, e você nem sabe disso. Sintomas como erupções cutâneas, como urticária, acne, intolerâncias alimentares, dores de cabeça, irregularidades intestinais, fadiga, esgotamento de energia.

Tratar um intestino em condições precárias por longo tempo de descuido, seja qual for o motivo - dieta ocidental (alimentos processados), doença, rodadas de antibióticos, estresse, ou até mesmo uma combinação disso tudo - requer alto cuidado, dedicação e paciência.

Se você convive com esses sintomas há anos, já tentou vários protocolos e abordagens diferentes, e ainda assim sofre com eles, isso pode ser uma intolerância à histamina, e ser a peça perdida que faltava. Sendo assim, testar uma dieta baixa em alimentos ricos em histamina pode trazer a resposta que você tanto esperava.

Devido à natureza muito variada dos sintomas, a intolerância à histamina é frequentemente subestimada, e os sintomas mal interpretados.


Histaminas são neurotransmissores que são desencadeados durante uma reação alérgica e responsável pelos sintomas irritantes destes quadros. É uma substância, amina biogênica, implicada na resposta imunitária localizada, na regulação da função fisiológica no intestino, na contração muscular e regulação do ácido gástrico, e atua também como um neurotransmissor nas funções neurológicas. As histaminas são uma maneira inteligente de seu corpo se comunicar com seu cérebro quando algo entra em seu corpo que não deveria estar lá e resulta em olhos ou lábios inchados ou urticária que podem exigir que você obtenha medicamentos anti-histamínicos através de um médico. Trata-se de um mediador da inflamação que é produzida pelo organismo em momentos de estresse elevado e/ou alergia, atuando como um alerta para o sistema imunológico, causando uma resposta inflamatória instantânea para proteger o corpo de invasores estrangeiros. Sendo essencial na defesa contra vírus, bactérias, fungos ou parasitas.

Embora a histamina funcione como um mediador do sistema imunológico, ela também está presente nos alimentos. Do ponto de vista da saúde intestinal, é importante saber que as histaminas também podem ser absorvidas a partir de alimentos que contêm histamina. Existem alimentos que possuem quantidades elevadas de histamina na sua composição. Além dos alimentos ricos em histamina, há outros que funcionam como "libertadores de histamina" e que induzem a secreção de histamina pelas células do corpo.


A intolerância à histamina surge devido a um desequilibro entre acumular histamina e a capacidade do organismo em degradá-la. Pode ser acumulada no nosso corpo por deficiência de uma enzima que a destrói e metaboliza, a diaminoxidase, conhecida como enzima DAO. Em circunstâncias normais, a histamina é destruída no organismo pela ação da enzima (DAO), que impede o excesso de acúmulo de histamina no nosso corpo. Em pessoas com intolerância à histamina, a atividade dessa enzima é reduzida. Portanto, a histamina produzida pelo corpo ou absorvida através da comida não pode ser destruída ou pode ser apenas parcialmente destruída. Isto faz com que os níveis de histamina permaneçam constantemente elevados, levando ao aparecimento de queixas alérgicas.

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A maior fonte não alimentar de histamina na maioria de nós é a flora intestinal. Enquanto certos tipos de bactérias produzem histamina, outros as degradam. Existem várias bactérias que são produtoras de histamina, e podem fazer com que nosso sistema aumente os níveis de histamina mais rápido do que a enzima DAO leva para removê-las. O revestimento mucoso do trato digestivo também produz nossa DAO e, se o revestimento estiver irritado, a produção de DAO também diminui. A ingestão de determinados fármacos ou álcool também pode ocorrer uma redução da atividade da enzima (DAO).


Nutricionalmente, as opções com pouca histamina incluem vegetais de folhas verdes, feijão, linhaça, amêndoas, salmão, coentro, manjericão e cominho. Alimentos ricos em magnésio também podem ajudar, ou você pode até tentar um suplemento de magnésio. Como o magnésio pode ser difícil de ser absorvido pelo intestino, e a absorção se torna ainda mais difícil devido aos problemas intestinais, você pode optar por um spray de magnésio (uso tópico). Os melhores magnésios são os que chamamos de quelado (converse com seu médico). As sensibilidades individuais variam significativamente, principalmente quando se trata de questões alimentares, e até mesmo porque a maioria das pessoas só tem problemas com os alimentos com muita histamina. Além disso, as reações histamínicas ocorrem quando as histaminas se acumulam lentamente no corpo, portanto, ter os alimentos desencadeantes de vez em quando é bom para muitas pessoas. Somente quando os níveis de histamina aumentam até um certo ponto que os sintomas surgem repentinamente, ou seja, quando as mudanças na dieta podem trazer tudo de volta ao equilíbrio. Fazendo uma pequena mudança em seu hábito alimentar e a retirada de alimentos ultra processados você pode abandonar certos alimentos ricos em histaminas. Ao preparar suas refeições e receitas você pode fazer algumas substituições usando as opções de baixa histamina com alimentos probióticos e prebióticos, como raiz de chicória, alho-poró, aspargos e alcachofra.


A ingestão de alimentos ricos em histamina em pessoas intolerantes, pode causar os seguintes sintomas:

Vermelhidão, comichão, urticária;

Dor de cabeça, sensação de calor, enxaqueca, vertigem;

Corrimento nasal, inchaço da mucosa nasal, dificuldades respiratórias, asma brônquica;

Inchaço, diarreia, náusea / vômito, dor abdominal;

Queda da pressão arterial, palpitações, arritmia cardíaca, taquicardia;

Dismenorreia (distúrbios do ciclo menstrual);


O inchaço da mucosa nasal como resultado do consumo de vinho tinto ou queijo também é típico, pois esses produtos são muito ricos em histamina e contêm muitos libertadores de histamina.

Pessoas com doença inflamatória intestinal ou alergia alimentar cruzada (por glúten por exemplo) têm um risco maior.









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